Origami

Domingo de quarentena, dia de finalizar um presentinho muito prazeroso de fazer: a kusudama. Está no penúltimo passo, falta colar as duas metades da esfera e unir ao cordão:

“Origami” é uma palavra japonesa composta do verbo dobrar (折り=ori) e do substantivo papel (紙=kami). Significa literalmente, “dobrar papel”. Segundo Enio Yshinori Hayasaka e Silia Mitiko Nishida, a origem do origami não é clara, mas suspeitam que foi em China, e depois introduzida e desenvolvida no Japão. E se restringia seu uso em cerimonias festivas ou religiosas.

A Kusudama, [uma palavra que remete aos ideogramas: remédio (kusuri) + bola (tama)] consiste em um estilo de arte origami modular, ou seja, criada através da composição de grande número de origamis individuais em um mosaico esférico. Antigamente, desde a China, servia de amuleto para afastar espíritos malignos e proteger as crianças.

Seu significado e função original era de promover um ambiente salutar e auspicioso, e evitar energias negativas e doenças. Na antiguidade o Kusudama era feito de papel aromatizado, ou então possuia em seu interior ervas e madeiras aromáticas.
O conceito de cura relacionado à arte kusudama diz respeito aos aspectos tradicionais da espiritualidade chinesa e japonesa, que conferem valor à capacidade da mente em ajudar na superação das doenças, tristezas e negatividade.

Brasil é o país com a maior população japonesa fora do Japão, devido a uma imigração intensa em princípio do século XX. Foi nos estado do Paraná e São Paulo onde mais se concentrou a imigraçao nipônica. Afortunadamente, dessa imigração surgiu e se conservou meu bairro favorito de São Paulo: bairro da liberdade. Antes de se tornar o bairro da liberdade, era conhecido como bairro da Pólvora, ali estava a praça da forca, onde eram enforcados os condenados a pena de morte.


Bem, foi neste bairro que conheci o tal origami. Comecei pelo mais famoso, o tsuru, que não é dos mais simples, mas também não é dos mais complicados. Tsuru simboliza um pássaro chamad Grou, que é adorado no Japão, e simboliza longevidade, fidelidade, prosperidade, fortuna, sabedoria e imortalidade. Há também uma lenda de que este pássaro vive 1000 anos, e que ao dobrar 1000 tsurus pode-se realizar um desejo impossível.

A descoberta do origami coincidiu com minha entrada no mundo da educação infantil. Frequentemente usava o origami como atividade lúdica. Usei o sapo saltador, o gato e outros mais simples com os pequenos e o tsuru e a kusudama com os maiores. Foi uma experiência incrível! Essa atividade auxiliava a desenvolver: a mémoria (os alunos tinham que memorizar os passos, a princípios imitados e depois memorizados), a motricidade fina (a dobradura requer que se unam o papéis de forma simetrica, abrir e fechar, entre outros movimentos delicados que exigem a coordenação motora fina), as noções de geometria (ver como dois trianulos formam um quadrado, que a partir do quadrado podemos formar um retangulo, etc.) e finalmente, creio que a mais relevante é a concentração (coordenar todas essas habilidades para com ou sem auxílio chegar ao resultado final requer concentração para acertar cada passo). Resultava muito prazeroso para as crianças contemplar o resultado final fruto da transformação do papel em um adorno.

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